sexta-feira, 16 de maio de 2014

Sobre tardes e vontades

Pouquíssimos homens marcaram minha vida. E eu sempre desejei aqueles que amei. Mas a partir de algum momento eu passei a distinguir o desejo do amor.

E hoje eu desejo. Muito. Eu não amo quem desejo; eu amo o desejo que me pega desprevenida numa tarde movimentada, que me desliga por instantes e me nocauteia.

Eu amo o desejo de sentir seu corpo contra o meu, seja num leve abraço ou contra a parede enquanto me beija com vontade.

Eu amo a liberdade de imaginar o caminho de suas mãos, que me apertam, me acariciam e me conduzem a novas sensações. Assim como o caminho da sua boca, que já não mais pertence a minha, mas sim ao longo trajeto do meu corpo...

Amo o desejo de fitar seus olhos, e penso se sentiu o mesmo quando encontrou os meus naquela tarde - uma tarde tão comum...

Nada substitui nossas boas conversas. Mas eu amo ser livre pra desejar.

E haja lábia para dizer "não se sinta especial" para todos que me permitem desejá-los...

Nenhum comentário:

Postar um comentário