quarta-feira, 11 de junho de 2014

Madrugadas

Me perco em meus próprios sentimentos de ternura. Infelizmente, é algo que venho sentindo sozinha, mas isso não me incomoda... Não a ponto de parar de sentir.

Os dias têm sido generosos comigo: tenho aproveitado o tempo com bons amigos e conhecido novas pessoas interessantes. Mas as madrugadas, ultimamente, têm trazido diferentes sensações que, por mais que carreguem a tristeza da solidão, transmitem certa serenidade para cada parte do meu corpo.

Há algo nascendo que eu ainda não consigo denominar. Não é nada demais. Estou certa de que a tristeza me seduz; ela me permite ser quem eu quiser, sem precisar me importar com plateia. Mas tem sido uma tristeza tão serena, talvez até necessária.

Estou triste pelo fim de algo que nem sequer poderá começar, porém conformada e perdida em pensamentos carinhosos; são quase abraços que dizem "é melhor assim". Eu sei que é, mas... Enfim...

Volto-me para meus sentimentos de ternura, que são os mais belos frutos da minha suave solidão. Que madrugadas...

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