quarta-feira, 9 de julho de 2014

Passado sem título

Sentada onde um dia chorei
Dizendo que jamais se repetiria
Cá estamos novamente - as pedras e eu
Tentando entender o passado

Passado: tão breve em meus vinte anos
Tão recente quanto as flores que hoje vejo
Tão duro quanto a pedra que me encara
Rígido, cíclico e sem rimas

Hei de deixar para meus filhos
Estas mesmas pedras nas quais sentei
Estes poemas exaustos e secos
E este mesmo passado - calado e desgastado

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