sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

O que dizer?

Poucas amizades começam - e duram - com discussões sobre assuntos polêmicos e o seguinte diálogo:

- Manda um abraço lá pro meu amigo!
- Er... Não estamos mais juntos...
- PUTZ! Que fora! Me desculpe!

(Talvez as grandes parcerias para dominar o mundo tenham começado assim. Vou me informar sobre o assunto e conto para vocês.)

Gosto de pessoas que têm uma coisa muito importante a me oferecer: a sua própria vida. Me delicio quando dividem suas histórias, quando me fazem ser capaz de assistir àquela história na primeira fileira.

Ele é assim, ah, ele é muito assim.

Também gosto de pessoas que me deixam observar seus mistérios; é um tanto quanto engraçado quando encontro alguém que acredita ser o observador, mas nem imagina o quanto é o observado da relação.

E eu aprendi muito ao observá-lo. Eu sentia que ele queria me dizer que eu era uma boa ouvinte, pois eu sempre deixava ele falar, enquanto me ajeitava confortavelmente numa poltrona na primeira fileira e viajava em suas histórias malucas. Ele tinha (e tem e sempre terá) uma vida um tanto quanto maluca, ou talvez ele seja apenas um bom contador de histórias.

E nas poucas vezes em que me intrometia nas suas narrativas, ele lançava:
- Você tem uns insights muito bons, Star.

Eu fico sem palavras diante de pessoas que falam tanto sobre tudo. Mas, mesmo lendo os textos que ele escreve e dos quais ele mesmo faz parte, me pergunto: o que será que ele diria sobre si mesmo? Sem histórias malucas, sem personagens, sem mais delongas?

Sinceramente, não sei. E acredito que ele também não. Afinal, ele é apenas um observador do mundo e das mulheres desvairadas que cruzam seu caminho - inclusive, ele disse que Deus sabe o que faz quando coloca uma mulher em seu caminho para curar o amor por outra.

Sabe o que eu acho? Eu acho é que Deus se sentaria ao meu lado para ouvir suas histórias, tomaria nota e me ajudaria a escrever essa crônica.

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