terça-feira, 7 de julho de 2015

Cosmos (ou Crônica Sobre Tudo Que Não É)

Algumas coisas não são para nós.

E o que você vai fazer a respeito disso? Vai ofender as estrelas, os planetas, o Universo? Porque o Universo vai continuar lidando com as coisas do jeito que sempre lidou.

E, caralho, como o Universo sabe o que faz.

Algumas coisas não são para nós.

A pessoa perfeita que cruzou seu caminho, mas ainda sofre por um grande amor, aquele que fez todo o sentido naquele determinado momento de sua vida; o amor de verdade, não aquela foda casual que você está procurando agora. Mas o Universo entendeu que era hora dos caminhos se descruzarem; era hora dessa pessoa tão amada seguir em outro plano. E você nunca vai substituir esse amor na vida dessa pessoa perfeita que cruzou seu caminho da maneira mais aleatória possível. Talvez você apenas adicione um pouco de amor novo na vida dela; talvez não você, mas outro alguém faça isso.

Que caralhos eu sei sobre o futuro? O Universo está dando um jeito de fazer com que outras pessoas fantásticas cruzem o seu caminho. E o dela. E o de todo mundo.

Algumas coisas não são para nós.

Talvez não sejam agora, talvez não sejam nunca. Talvez essa pessoa só cruzou seu caminho para que você pudesse pensar: "que alívio saber que o amor, no seu sentido mais puro, existe. Que muitos amores o encontrem, mas que nenhum tente substituir aquilo que foi perfeito naquele momento, porque a vida é sobre isso: momentos".

Algumas coisas não são para nós.

As pessoas cretinas que passam pela sua vida; as pessoas de merda que te machucam; as pessoas que pensam que você é um maldito fantoche; as pessoas que não se importam com as outras, sejam elas conhecidas ou desconhecidas; essas pessoas também não são para nós. E, de algum modo, o Universo sabe o que está fazendo; nada está flutuando por aí, desconexo, sem propósito.

As pessoas que sofrem, as pessoas que lutam, as pessoas que choram. Elas estão incluídas nas engrenagens invisíveis do Universo - mesmo que elas não queiram saber desse papinho.

Algumas coisas não são para nós.

O ódio não é para nós, assim como o amor também não é. Mas quando um deles cruza nosso caminho, é sempre mais fácil aceitá-lo quando necessário e deixá-lo ir embora na hora certa. Porque nenhum deles é nosso para sempre.

Algumas coisas não são para nós.

Nem mesmo o conhecimento.

E, afinal, que caralhos eu sei sobre algo?

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