quarta-feira, 1 de julho de 2015

O dia em que eu discuti com minha mente

"Diga algo útil. Algo engraçado. Diga qualquer coisa!"

Assim, sob tal pressão da minha mente, consegui produzir a frase mais imbecil, sem sentido, quiçá desgraçada, da última semana.

"Nunca mais vamos nos ver."

Dois dias se passaram. Isso já conta como "nunca mais"?

"Tente o seguinte: espere. Não demonstre ansiedade."

Tentei. Mas então me lembrei que pessoas legais não ficam por aí pensando que você é legal. Você pensa que elas são legais; a recíproca não é verdadeira.

"Não demonstre ansiedade."

Já falei demais. Vai fugir.

"QUAL É SEU PROBLEMA?"

O problema é que eu não vivo sem uma boa paixonite.

"Eu desisto de você."

***

Qual é o ponto de viver sem aproveitar o melhor que as pessoas - estas sempre colocadas na sua vida da maneira mais aleatória possível, e provavelmente também é assim que elas irão partir - podem nos oferecer?

Mas, ah, como eu odeio esperar. Preciso aprender a esperar.

Odiar esperar é como odiar o Universo. O Universo é feito da espera mais deliciosamente distraída.

Droga. Cheguei à conclusão de que minha mente estava certa.

Mas, no fundo, essa ansiedade é o que me move. E no dia em que tomarmos decisões racionais no que diz respeito a uma pessoa, ah, meu amigo... Esse vai ser um dia muito chato e muito cinza.

Nenhum comentário:

Postar um comentário